Mostrando postagens com marcador diário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador diário. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de julho de 2010

... mais outro ontem...

Never be lonely again...


Por que as vezes a energia escoa de nós ão rápido quanto sangue numa jugular rompida?...

Eu pensei estar melhor... Mas só o que fiz no sábado foi arrumar muito pouco esta casa... Sentir a imperiosa nulidade de minha existência... Sem tesão... sem dom que se pronuncie... sem inspiração alguma... sem planos ou sonhos... Sem risos ou falas... só... como se o tempo houvesse desabado sobre mim e me enterrado viva... Longe de todos e de qualquer sentido que me prometesse salvação...

Filmes nojentos na TV... Amores tão perfeitos... Entregas... Tudo tão simples e claro... Os odeio... Tenho tanta inveja e tanta desesperança, tanta necessidade e tão pouca credulidade, que só me resta isso... detestar... Ranger os dentes e chorar e esconder as lágrimas no travesseiro amassado, porque nada daquilo é verdade... não para mim... não acontecerá comigo... não me pertence... E quando eu digo que não existe, como forma de me perdoar, de não lastimar tanto o que passo, alguém sempre me esfrega sua felicidade real na cara...

Não... Não é que a felicidade não exista. Não, nem todos os homens são uns filhos da puta... Não, nem sempre você apostar tudo no amor dá só desilusão...

Não, minha cara. Eu me olho no espelho, e reconheço, só para mim mesma, bem baixinho: a culpa é toda sua, você nunca mereceu nada diferente.

Eu choro. Adormeço. Sozinha. Sem norte. Sem calor humano algum que me enlace. Sem palavra alguma que seja para mim, só a TV e sua maldita tagarelice falando de tantas outras vidas... de tantos outros talentos... de gente que faz-se valer, que consegue...

E minhas páginas todas estão amareladas pelo chão... Meus personagens estão mortos... Meus traços já não tem vigor, já não se reviram na ponta de carvão do meu lápis...

E as cordas do meu coração já não tem música alguma que não seja a elegia de mais um dia que se vai, sem qualquer conquista, sem qualquer brilho, sem promessas... beijos... ou mãos...

Queria fechar as cortinas dessa tarde que se foi... e ter tempo de descobrir como iniciar o próximo ato sem temer que tudo será exatamente igual...

sábado, 26 de dezembro de 2009

... vibrante...




I'm not very good at just paying attention
I'm not very good at remembering things that you say
I'm not very good at persuing redemption
I'm not very good at concealing the hand that I play

It's the way I am, you'll never change
The way I am, or re arrange
The way I am, just let me be
The way I am, it's the way I am

I'm not really sure of the coming attractions
I'm not really sure of the illusions we read on the wall
I'm not really sure of the preaching we practice
I'm not really sure if we notice it before we fall



[The Way I am, by Staind]


- Cante essa de novo... prá mim...

Ele ronrona rouco e grave, quase rugindo. Ela se arrepia. É sempre assim - ela sente pela voz dele, sabe o quanto seu espírito dividido está quente... o quanto está voraz... Pantera de estômago vazio... Sol do deserto sem tenda...

Intenso demais para domar... impossível de conter... E ela... se regozija disto... tsc!... sim, não pense que a tensão que a escala pelos músculos tranquilos signifique qualquer outra coisa que não a excitação pelo que virá, até mesmo quando o medo chega também, é só para amplificá-la...

É como jogar-se suado demais do alto de um precipício... e em queda livre... antecipar o gelado da água... sente depois aquele borbulhar salgado e tão fresco que arrepia... Como descer a montanha-russa de olhos vendados - gritando e rindo... e seu coração mal pode conter o ritmo...

Ele pede... ou ordena... dá no mesmo... Sua goela funda e escarlate chamando de cada recanto da noite que se lança entre nós e os vagalumes... Seus cabelos são da própria natureza desse elemento... finos como sonhos... negros como a fera que é...

Ela caminha, balança-se sobre as pernas, jinga as cadeiras, segue o ondular de sua passada pesada de felino... Não se importa com aqueles que dividem a calçada... borrões de um cinza morto ou moribundo... eles não a compreendem... que sangue há em suas veias de concreto e bytes?... que verdadeiro sentir existe em suas telas de LCD... atrás de seus perfis do Orkut... que verdades sangram de seus dedos ao MSN?... Ainda assim, alguns são como flores que desabrocham ao passar do seu orvalho... Saúda-os com os olhos cristalinos, irmã...

As palavras jogadas no vento ecoam pela planície entre prédios e becos, lan houses, bares, carros... atravessam até onde o predador repousa. Ele sorri, satisfeito, ainda exigente:

- Mais alto...

Talvez sua face core no pardo esquivo das luzes furtivas que caem... Muitos mais olhos agora a relanceiam. Só e ligeira, parece confiante, parece frágil. Aqueles acordes - sem técnica - vão se impregnando no veludo noir.

Dentro do peito compartido, duas batidas densas e cheias, à mesma velocidade, puxando lembranças como lenços flutuantes e brilhantes... poesias em ziquezague... tecendo encontros aleatórios entre partilhas não planejadas...

Há uma serpente de felicidade desenroscando-se de dentro de seu estômago, enosando-se em sua mente como mescalina e tequila quente... Repetindo o estribilho, a garota fecha os olhos... A fera de olhos de Lua vibra o couro escuro... sorri...

Abre-se o ferrolho sob as ordens da chave... Uma nota fica no corredor... O som transfere-se para a batida dos pés no parquê espelhado... Mundo de pernas pro alto... Do sofá de flores perguntam:

- Cantando?!

[Album de Recortes - Noites de Teatro, 2009]

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

... falta.. sentida...

Tsc... Engraçado como as coisas se dão...

Me bateu uma súbita saudade d vc... Uma saudade tão grande tua q meus lábios se entreabiram, sedentos dos teus... Como se pudessem invocar teu beijo longínquo...

Teu beijo mesmo d longe, incauto.

Desmedido.

Um beijo por telepatia.

Mágico.

Como ondas da tua voz na linha insondável das torres d retransmissão...

Como ondas...

Me espere no cais, alvorada.

Minha rota... invariavelmente... me lança d volta... a ti... a ti...

... fugindo... reencontrando-se... perdendo... renovando...



Run away!!!... Run away!!!


[Attack, by 30 Seconds to Mars]


Ok... Fim de ano. Noite de Natal daqui 8 horas... Meu filho provavelmente só na virada, como pretendem de Jesus. Alguns presentes em Porto Alegre para serem buscados hoje... Muita chuva... Aprecio o fresco que entra pela janela em sacada, bem aberta. Sou sensível demais ao calor. Deve ser a mistura dos meus ascendentes nórdicos que viviam congelando ou no mar ou os dois... e o pessoal do mediterrâneo, com os pés no mar incrivelmente turquesa e as casas caiadas de um branco como a barba do Bom Velhinho... como os sonhos...

Eu corro...

Fujo...

As vezes simplesmente preciso. Seja de mim. Ou dos outros. Ou simplesmente do mundo.

As vezes eu ataco e fujo ao mesmo tempo. As vezes fujo porque ataco. As vezes ataco porque fogem...

... Entre muitas divagações, aqui vão algumas boas certezas: tenho alguns fragmentos ainda de textos para encerrar a campanha Final Fantasy. E haverá uma nova campanha, e parece já, desde já, ótima, bem movimentada, bem ambientada, com bons personagens. Quero brincar com eles, agitá-los na caixa e ver como ficam...

Devo estar passando a limpo e editando essas nesgas de contos que ficaram perdidas no vácuo entre minhas anotações, idéias voláteis e tempo algum sobrando.

Também faltou o fecho da campanha Final Fantasy... Imagino que uma hora iremos fazer o epílogo. Foi um longo Role Play. E no final, infelizmente, jogávamos de forma tão esporádica que perdemos o tesão, ou melhor dizendo, perdemos o clima, a motivação. Ainda assim a última página foi dramática. Me rendeu muito sentimento. Algumas lágrimas, depois sorrisos. Teve seu desdobre épico e mais luminoso do que previ. Falta só a chave para abotoar todas as palavras e provocar a apoteose que esse esforço de anos merecia. Veremos...

A todos... um enorme abraço, desses bits, imaginem que minha alma está nessas palavras que lêem... e sintam-se envolvidos, beijados, mimados... Espero, verdadeiramente, que para cada um, a virada de ano seja motivadora... Seja um renascer benéfico, seja um recomeço, uma oportunidade: que tal deixar já o egoísmo? a mentira? a farsa? o ódio? a preguiça? a indiferença? Que tal tomar coragem e ser límpido, se comprometer com as pessoas que te amam, e as que tu amas, e todas as pessoas que estão ligadas a você? Que tal aprender a doar? A confiar? A dividir seu coração, suas idéias? A lutar pelo que é certo e justo, pelo que é bom para todos? Que tal ser incorrupível? Ser um herói? Ser humano?... Comece desde agora...

Benção a todos os justos e aos puros de coração, é o que peço neste Natal a ti, grande irmão de Nazaré...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

... inefáveis... 2/2 sent aboard a train

Por isso hj venho a ti como se ñ houvesse tu, eu...

Ñ te mostrarei a gana em minhas entranhas d te esconder no fundo d meu peito qual leito feito p tua alma dormir, sossegada. Quente. Segura. E mais madura, resistente, dali lançar-se aos azuis mais alto q nunca, caçando teus sonhos num horizonte infinito, afrontando a tempestade e testando a força d tuas asas.

Ñ...

Ñ te direi nada disso, em voz, toque ou olhar.

Tu me sondou: o q eu queria d ti? - parece q fazem anos... ou ontem... Mas jamais me disse o q queres d mim. Em troca... Corro atrás de ti... dessas respostas... dessa presença... de calar em mim o um e sentir mais... dois...

Eu t procuro. Ou procurava. Por que?... Tu, se ñ me evitas, tampouco me buscas, e se ñ me buscas parece d mim ñ precisar...

Assim, nada falo d nós.

Assim, já nem sei... o q dividimos?... Saudade, será?...


Hey... quando tu passarás p mim e me deixarás embarcar d novo na tua vida?... ou tu querias, precisamente, q te assaltasse num rompante e te livrasse dessas correntes, q pressinto, te atam à terra, te sepultam? E se tudo for delírio d um coração violento e só, teria eu o bálsamo da tua compreensão ofendida, a chama do teu amor hesitante?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

... inefável... [1/2]

Há tantas palavras, caladas no fundo da garganta, e já ñ sei mais como dividi-las contigo.

Por isso, ñ te olho...

Há tantos gestos presos, de ternura... paixão... apoio... q já ñ sei fazer chegar a ti...

Por isso, ñ quero estar contigo... Preferia estar tão mais longe, q pudesse me dar o alívio de uma desculpa outra para essa ausência.

Raciocinaria q as cidades é q nos separam, os Estados, os Países. Q se tivéssemos a sorte de estarmos frente a frente, tudo seria aconchego, lar, calor e união...

Mas qdo chego a ti, ñ é verdade, as portas e janelas se fecham...

Ñ é q me conforme c isso... Simplesmente tenho medo d arrombar a porta e descobrir q tu estavas atrás, calçando-a...

Jurei p ti e p mim: - Jamais te ferir...

E se estivesses armado e ñ me reconhecesses mais?... Ferida sairia eu... E sei que tu te castigarias por isso...

Impasse...

[1/2 escrita no trem, continua]

terça-feira, 20 de outubro de 2009

... o lugar que buscamos...

Lar não é um espaço físico. É uma sensação forte, que pacifica a alma. Pois aquele instante, é seu retorno. Completa. Segura. Enternecida pela beleza dos seus e de cada pequena coisa. Reunida.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

... filhote...



Pode alguém querer algo mais gentil que esse olhar?...
Ser mais amado que nessa adoração muda?...
Mais confortável que em sua companhia?...

Filhos... viciamos em tê-los no centro de nós mesmas
Nove meses de sussurros, sangue repartido, duos...
E certo dia somos inexplicavelmente dois
Repartidos pelo ar, pelas mãos, pelas distâncias...
Ganhamos um rosto para nosso amor, mãos para serem beijadas
Arfamos na dor da perda da ligação mais íntima e perfeita que tivemos...

Minha cria tão amada...
Te vejo crescer...
Descascar para o nunca mais
As idades tuas de que hoje choro de saudade...
Sonhamos junto sobre o teu amanhã, medo e esparança
Enquanto nossos dedos e olhares se enlaçam para dizer sem palavras:

- Ainda estamos aqui, ainda unidos, nosso amor puro e forte, nos conforta dia-a-dia
Não há colo mais apertado que teu ventre ou teu coração, mas há a beleza da generosidade
De me deixar criar minhas veredas por este Mundo e espalhar minha alma como o Sol para todos...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

... vácuo...



Aw, Superman,
Where have you gone?


[Superman, by Bush]


Me acostumei com tuas palavras... então... agora elas me fazem falta...

Talvez seja como Saint-Exupéry disse... "tu te tornas responsável por tudo aquilo que cativas..." Por isso... eu espero... Leio o mostrador vazio de um celular... Me jogo na rede, a puxo de volta - nenhuma nova linha balançando de novos bytes... precioso alimento a reluzir... 010010110001010... não... não me deixastes nada...

Fecho os olhos e me deixo pensar... "talvez tu tenhas me respondido só com o vento... um pensamento teu... vagando por aí... sem que eu tenha encontrado..." Sim... isso é bem próprio teu...

Mas eu me acostumei com tuas palavras...


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

... please, have a nice day, even so...



A piece of glass
In the sand under your feet
It cuts you deep
And makes you hate the beauty
That you see
And you wonder where you are
How you ever got so far
Now you question what went wrong
It's your heart

It's raining again
There's a dark cloud
Over your head
It follows you 'round
It's bringing you down
It's raining
It's raining again

A wilted rose
Your decay is all you see
You buy the flaws
And miss the beauty
That is yours for free
Realize you are so far
From the things that matter now
And you only wonder how
It's your heart

It's raining again
There's a dark cloud
Over your head
It follows you 'round
It's bringing you down
It's raining
It's raining again

Come on
Come on get it right
Come on
Come on make it right
Come on
Come on it's alright

It's raining again
There's a dark cloud
Over your head
It follows you 'round
It's bringing you down
It's raining
It's raining again

It's raining
Raining again
There's a dark cloud
Over your head
.


[Raining again, by Staind]

É, isso é para ti... ( e para qualquer um, que como tu, também tem nuvens de chuva na cabeça...)
É teu direito, tu sabes que já te disse isso...

Mas hoje, além de tudo, vê lá fora?... Sim... Chove, está tudo cinza... E minhas poesias todas tendem a se encharcar e rasgar, como páginas velhas e desbotadas de jornal, que por acidente, foram lavadas pela garoa...

Cores amareladas e sujas... parecem coisas perdidas de nossas avós... calçolas sem uso e rendas partidas... Lá fora, barulho de bocas de lobo engolindo pequenos córregos... tilintares... o velejar dos carros no fino mar... as manchas nacaradas de óleo no meio-fio... (por que meio?)

... E eu... apesar de tudo isso, (também) só consigo sintetizar: que bela merda de dia!...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

... passos apressados...



I never know... how... when... what... so?...
May be you too, will never know...

Corro e passo aqui, espio letras, corro,
pois adiante,
creia-me, no próximo instante,
sei que fico por mais tempo e socorro
nossas urgências de amante,
mas então, só por esta fração,
verto de mim doce, a ti me escorro,
digo que fabulei sobre nós, sim, tu, distante,
que só emudeço porque mudo é o coração,
que tudo sente, a que tudo tange,
e assim me afasto, sei, tratante,
desse afeto e dessa teia que é, ante
tudo e todos, e nós, simplesmente
humildemente
oração:

ó Mundo que tanto roda, errante,
não leva de mim a quem deixei... tão importante...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

... silêncios e oferendas...


I want you to remember...
A love so full it could send us all ways
I want you to surrender...
All my feelings rose today!

And I want you to remain...
The power of children can amaze
I'll try not to complain...
I know that's a pisser baby!

The chemicals between us
The walls that lie between us
Lying in this bed
The chemicals displaced
There is no lonelier state
Lying in this bed

I want you to remember...
Everything you said
Every driven word...
Like a hammer fell to my head!

The chemicals between us (...)
Lying in this bed (...)

The chemicals between us
The chemicals between us
Chemicals

The chemicals between us


[The Chemicals between us, by Bush]


Fim de semana revigorante... O Sol, você vê, não se foi... - ele ficou para nos aquecer, todos juntos, naquele quintal verde...

O quanto posso simplesmente me deixar ficar ao teu lado, sem nada mais?... sem sequer te olhar por mais que uma fração discreta e moralmente correta de segundo... Você nota?... Sim... Eu sou uma pessoa desalmada. É uma contradição que também me fascina: como posso sentir tão intensamente e, de um instante para outro, como consigo estar tão solta e vazia de tudo sem sentir dor alguma, como tenho a frieza de deixar passar, de perder?! Por que jamais me permito gritar, ou soluçar, ou pedir? - espere... fique... volte... me diga de novo...

Isto significa que minha vó estava certa e que sou venenosa e ruim?... ... ... Tsc... Não, não tema - eu não creio nisto... Hm - a pobrezinha confundiu tudo... anos depois, ela mesma retirou essas palavras... Porém... elas sempre voltam... - as dos meus pais também... Tenho muitas palavras que se erguem de seus pequenos túmulos, lá no fundo de minha memória, e transitam, sem serem chamadas... os zumbis dos filmes de terror jamais são esperados, também... Elas trazem junto - e não deviam, é disso que tenho mais horror! - aquele mesmo gosto de fel e sangue, aquela tristeza muda e consolada de criança, simplória. De repente... anos recuam... De repente, sou pequena e abandonada de novo. Tão indefesa e ferida. E tão desgastada, ao mesmo tempo - como uma menina pode perder as cores assim?... Deixei meu sorriso aos pés do meu pai, um dia de domingo... Lembro a janela do sobrado, a calma bege e cáustica de um cálculo - "não presto... se eu me atirar daqui... e morrer... eles ficam em paz... eu fico quieta... tudo termina... será?" Tampinhas de metal dentadas marcando-se no meu antebraço muito branco, a cor, quase leite, enfeitando-se de pequenos círculos raiados, como sóis vermelhos em destaque... Ah... Essa pequena cobra... esse ser voluptoso... essa filha traidora que sou... Ou não?... Depende tudo de como vês...

Não se abale com nenhuma dessas palavras... São confissões que exorcizo pelas grafias dessas letras - falar disso faz com que isso perca poder sobre mim... E se lembro agora... qual foi o nexo?... ah, sim... lembrei... a vida eterna das palavras... a minha insensibilidade mórbida às perdas... e minha grande capacidade de procurar sempre a tentação mais perigosa... talvez, como naquela música, eu goste de flertar com o desastre... Não sei... Por que não me explica? Você sabe?...

Não era sobre isso que vim escrever... Não mesmo... É que se tornou minha rotina reler tuas palavras... Como quem volta e volta de novo, milhares de vezes, para rever uma tela. Cada vez sob um olhar diferente. Redescobrindo. Aprendendo. Extraindo novas sensações. Saboreando. Quero te dar esse segredo meu.

Me conforta... Teu calor através desse símbolos alfanuméricos, me afaga e me enlaça... Assim, suporto não poder correr em tua direção... E estar aninhada sob tua mudez... Não preciso, realmente, que digas nada... Assim mesmo, quero que me contes tudo. Tudo até onde puderes e quando não mais, como um orgasmo seco, que vertas as ondas da tua alma, aquilo que nem mesmo tu sabes de ti, para mim... Não menos. Não mais.

As vezes tu me preocupas... Teu espírito transita por um mundo de fantasia, e sei como é encantador estar por lá... Mas apesar disso, sim, sei que é cinza, frio e pouco poético - tu és daqui, sangue dessa terra que não nos merece, mas que nos pariu... O céu e as estrelas também são nosso lar... nossos irmãos... Não faz mal se sentir assim... Não faz mal abandonar tudo um pouco, rejeitar essa mequinhez e voar... Mas... Lembras sempre de voltar, está bem?... Pois eu tenho uma terrível propensão a flertar com o desastre...

As vezes tu não tens idéia de quanto meu peito fica pequeno... Sinto como se fôsse explodir, como se não houvesse como mais guardar isso, sentimento e felicidade, como se essa coisa pudesse criar matéria e luz e nascer de entre minhas costelas, num fluxo, quente, bom, interminável... Minha respiração fica estranha... E meus olhos se perdem... Tenho impressão que estou leve demais para pisar no calçamento - e se algo me arrastasse?...

Parece que preciso gritar e gritar, o mais doce que puder, com todos os gemidos e sussurros, com a canção mais bela que pudesse: te a--, te a--, te a--! tantas e tantas vezes, até que cada palavra já tivesse perdido seu som e saísse de mim em cores e pulsações... tantas e tantas vezes que eu teria medo de desgastar-te, de lavar-te como rio terrível, que escava a pedra mais dura até torná-la areia e arrastá-la consigo, inexoravelmente, pela eternidade... tantas e tantas vezes que exauriria de significados essa pobre palavra...

"amor"...


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

... closer...



Watch the water feed the soil
so the circle is complete
See what you have become
is the earth beneath my feet
Are there any stains
on your alabaster feet?
What's the space between
what you want and what you need?!

So you'll never be lonely again...
Never be lonely again!

Waiting for this love
To bring me close to you!
Waiting for this love
To bring me close to you!

Who are you
and where are you in my life?
I was wondering
how much of me is still alive?
I don't even know
if I can swim again...
You know how cold we get
with all your struggling!
Try to find ourselves, see what is real
It gets so hard at times
to know just what to feel...

Never be lonely again!
Never be lonely again!

Waiting for this love
(...)

I got reasons
I got reasons
I got reasons
I got reasons!

(...)
Try to find ourselves
see just what we have made...
Tell me what you want
and what you have betrayed!
Home is still the place
that we love the most...
Home is where you are...
Home is where you are!

(...)


[Reasons, by Bush]

My Engine is with you... como eles também cantam... Um fim-de-semana extenuante, fisicamente, mas que de forma alguma eu desejaria diferente...

Amigos... Bobagens... Álcool... Novos conhecidos... Dormir tarde... e pouco... Mas tudo bem...

Na minha memória, ficou você...
Flor soprada de vento, singela e rústica... misteriosa andarilha dos leves caminhos... assombração... visagem... simples... crua... Que encantos me guardou para o próximo reencontro?... E que palavras forçou-me a engolir, um dia será o dia de dizê-las para ti?...

Confissões atrapalhadas... na pressa... Quanta coisa se perde e se ganha com tamanho improviso... Te dar o Mundo tornou-se dar-me para ti frente ao Mundo...

E no cinza dessa tarde lenta e manchada de revoadas de idéias e sentimentos que escoam e correm com a chuva, bueiros e bocas de lobo - teu sentimento... de repente!... quão mágicos são esses símbolos que conjuram a fala a distância e traduzem pensamentos - abençoado seja esse alfabeto que me trouxe tu!...

Assim me despeço desse dia... já é noite, Deus, e como quis te rever!... guardando nesse peito tão insone a conquista... Enterrando a chave dessas lembranças, como tesouro sutil e caro, no mais profundo da minha memória, quase incrustada a minha alma...

... pois um pouco dela é tua... e isso é muito, isso revindiques e me faça voltar a ti, tantas e tantas vezes, não importa, e que venha a mágoa ou o ciúme, nada disso, tolo e fútil, pode desgatar-te para mim...

amor... amor... terrível e sublime amor... aterroriza-me, mas cobre meu rosto de sorrisos, e o meu dia de luzes e música... que venha... que queime em meu peito... e dirija meus passos...

na tua direção...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

... mensagens mágicas...


Pela janela do metrô, fui atravessada por um dente-de-leão...


A semente veio planando muito suave e captei o movimento levemente ondeante pouco antes dela pousar... Descansou no tecido preto da bolsa sobre meu colo... E ficou ali...

... Só há uma pessoa neste mundo cuja lembrança poderia ser invocada por esta flor...

E sorri.

Sorrio achando mágico este mundo de coincidências...

Me peguei tentando adivinhar:

"Será que ela está pensando em mim, nesse instante, também?"

... pedaços nossos em cada coisa que há...
- uma só coisa...


Oi, boa-noite... espero que estejas bem... não, mais: espero que estejas feliz...

- algo deste Universo estará levando esta mensagem até você?...

... o tato vazio...


Hoje, minha mão se fechou várias vezes... vazia...

A princípio reagi com curiosidade...

Havia uma sensação... A falta tangível - já sentiu? - uma ausência que se sente com o tato cheio...

E então, ao me pegar alisando algo, por impulso, eu tive a resposta - assim: bingo!

Minha palma, meus dedos,
sentem saudade de teus cabelos
escorrendo entre eles...

Consigo, com certa concentração, relembrar na pele, como um fantasma, a textura e o ritmo dos fios...

... sem o mesmo efeito.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

... colar de pérolas...


Há coisas reservadas só para nós ao longo do fio de nossa vida... como pérolas num barbante...

São esses momentos em que sentimos forte quem somos, e nos é dado tocar o que queremos - que o pulsar de nosso coração, de nossa alma e dos nossos pensamentos brilham e harmonizam...

A nossa hora...

Uma conta, jóia rara, extasiante, numa jornada de forças, de hora-a-hora, de passos... O conto de nossas vidas, ali, sai da rotina...

e se torna
...

sagrado...

único...

épico...

ou lírico...

Será que para você também?...


I'm not asking for much,
I'm not asking for anything.

I won't waste a moment,
I won't waste a moment with fear.

We're alone or self-anaemic,
But sometimes we win...

[Waste a Moment - by Fightstar]

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

... meu fio listrado de Moira...

Tem sido um ano de estranhas e extremas contradições...

Recebi de volta meu cachorro... Sim... apesar de meu, estava sendo criado pelos meus pais... E ontem, eu o dei para uma nova família... Amei e odiei ele estes dias de convivência desacertada... Ele me abriu sorrisos... e também me fechou a cara, enraivescida... E ontem, eu chorei e sorri ao me despedir dele... ao conhecer sua nova "mãe" adotiva...

Anteontem, quando recebi a notícia, primeiro senti um grande alívio... Tudo se resolveria. Encontrara o lar ideal para ele: muitos cães para companheiros, uma criança para brincar com ele, adultos capazes e carinhosos para cuidá-lo, idosos que o tratarão com mimos para os longos momentos de soneca - nunca mais sozinho... Um pátio verde para correr - nunca mais trancado... Teria novamente controle de minha vida, da limpeza do meu apartamento... e principalmente: ficaria a salvo de um eminente motim dos vizinhos e da anunciada multa que chegaria por baixo da minha soleira...

Então, antes de dormir, chorei... Chegando em casa, no silêncio, na falta daquela peruca de quatro patas pulando e ganindo, quase perdendo o rabo, fui visitada pelas lembranças... Fazem 7 anos que eu o trouxe para nossa vida... Ele tomava banho em nossa banheira... E se acomodava em cima da gente para ver TV... Cresceu com meu filho... Gostava de brincar de pegar... Pulava como um coelho... Subia nas mesas e se esnroacava nas pernas da gente como um gato... Viajava um dia inteiro no carro, aos nossos pés, esperando chegar na praia... Dividia o palco como ator dos causos mais contados pelo meu pai, junto com meu filho... Era companheiro... Sabia ficar só de lado, reparando em sua família... Aprontava algumas malcriações, de criança cheia de birra... E percebendo que aquela sexta passada foi a última noite que ele dormiria ao lado da minha cama, querendo tanto fazer as pazes... que eu havia negado, porque tínhamos brigado pelos mesmos motivos de novo... eu engasguei em lágrimas... Me veio a memória daquele choro tão triste dele, preso do outro lado na gaiolinha do hotelzinho, beijando meus dedos em desespero enquanto eu tentava convencer a nós dois que isso era o melhor... E eu também, tive um pranto alto e sofrido, como o dele, madrugada a dentro, até estar tão cansada que o sono apagou-me...

Tantas distâncias nesse novo ano... Felicidades em saber que meus manos se mudariam para um espaço maior, uma nova vida, melhor acomodados, pertinho de tudo... Tristezas em entender que ficaria mais difícil vê-los... que nossos churrascos, e chimarrões, e piqueniques, e filmes com pipoca ruim, ou longas sessões no JK movidas a cerveja, smirnoff ice, winamp, guitar hero e you tube ficariam mais esparsos...

Uma dorzinha aguda aqui no peito cada vez que cruzo perto daquela esquina, que antes me deixava tão radiosa... E uma satisfação enorme em ajudar a fazer a mudança, aparafusar gavetas e instalar varetas para as cortinas...

Também meu filho está longe... Pela primeira vez desde que nasceu ficamos mais de duas semanas separados... A princípio, ele curtir a praia e eu curtir independência nos deixou bastante à vontade e felizes... Mas, há duas semanas atrás, o escutei chorar no telefone... Não tenho mais apetite. Nem sono... Não tenho mais prazer em voltar para casa, me deprime todo este espaço não preenchido pelo som das brincadeiras dele, de algum resmunguinho, ou de uma meiguice... Me deprime não vê-lo tranqüilo enroladinho em seu lençol... Ou cheirar o cabelo dele no elevador... Dizer nossas piadas bobas... Cobri-lo de beijos e mordidas escutando estourar de rir... Até mesmo ter mais tempo para minhas atividades... ou mais liberdade com os horários, mais facilidade para ir na casa de amigos ou no cinema... nada disso tem mais graça, o sabor que resta no fundo da boca é um fel forte e intragável... Me falta o que me completa... a melhor parte de mim... o grande presente que Deus me concedeu... O tijolinho que faltava na minha construção, como gosto de cantar prá ele...

A saída de minha chefa para suas férias também revolucionou minha rotina... No meu trabalho fui posta repentinamente numa função de gerência... Foi uma grande honra... E também está sendo um pesadelo... Aprendo muito... E as vezes gostaria de mandar à merda todos e ir embora... Notei defeitos que não deveria ter em mim... Senti que tenho muita força apesar do cansaço...

Não só isso... no entanto. Faz alguns meses me descobri sentindo o que não sentia há anos... Apesar do sentimento estar tão presente, não posso envolver a mim e a essa pessoa... São as circunstâncias... É minha escolha. E desde então vivo de um amor que me abrasa, mas cujo calor eu escondo de quem o acendeu... Me sinto mais correspondida do que jamais pediria. Isso ilumina meus dias, acompanha-me quando baixo a cabeça...

Porém, certas noites, invejo àqueles simples que podem gabar-se de estar sob o mesmo teto que seus amados... A eles é acessível a todo instante o abraço necessário, a cura de uma voz amiga, ser o alvo dos olhares e intenções... Poder abrir os olhos de madrugada... e mirar um outro rosto, descansando ao lado... ou espionar seu vulto insone ocupado em algum assunto... Tão banal, pequenos prazeres que os casais talvez nem prezem o suficiente... Basta a presença. Até mesmo aquela furtiva, com hora marcada, apressada, daqueles que só tem a mesa do almoço, ou um espaço apertado no metrô, um breve momento entre a espera e a chegada do ônibus na estação, na parada...

Com todas essas limitações, é um grande contraste saber que esse sentimento, da minha maturidade já deconfiada e arranhada, do meu romantismo vituperado, da minha inércia nos sabores da solteirice, é mais digno e merecido que tantas pseudo-relações que tive, iludida por alguma bela promessa, alguma ilusão de conhecimento... Que menos e mais suaves demonstrações de nossa união não tiram dela a essência, a certeza, a intensidade.

Sim, a cada recomeço, reflito sempre sobre o que fiz... e avalio...

Tem sido um ritual... Traçar rotas... Fazer ajustes... Este ano, se inicia com colisões de extremos. Inesperados. A vida raramente é o que a gente quer... A maior parte do tempo, não atende nossos planos... Não sai conforme imaginamos que haveria de ser...

E mesmo assim... devemos colher dela a maior beleza possível...

domingo, 14 de dezembro de 2008

... pequenas jóias minhas...

Estranho... Acordar de madrugada, completamente só... Andar pelo apartamento e não escutar o teu ressonar e ir ao teu encontro, ver se precisa de um lençol ou se está suando... se não deixou cair o travesseiro no chão, ou o teu au-au do abraço... Não poder te olhar dormir e retraçar toda a nossa história, desde que tu estavas escondido do mundo, aqui dentro... Não poder mexer um pouco em ti, sentir a seda macia e leve dos teus cabelos, filho, ou a pele rosa dos teus pés, da mão pequena...

Olho prá fora, escutando os pássaros acordarem, cantando, piando, escuto eles conversarem entre si, atentos, escuto seus ninhegos... O Sol de alguma forma está vindo, circunscrevendo o horizonte abaixo de nós, emergindo... as cores com que abre o céu enchem minhas retinas... e começo a ouvir os sons humanos... o metrô, iniciando suas viagens... um ou dois carros na rua roncando motores... E aqui dentro, só o teclar dos meus dedos, tentando registrar o que é impossível...

As palavras... como ornamentos muito sutis, trabalhados à exaustão por milênios... o que elas são a não ser filigranas que nos envolvem e tentam nos ligar ou nos afastar dos outros?... mas nada além disto... que significado teriam em si mesmas?... Elas precisam de alguém que as vista... entende? alguém que seja com elas... por que?... creio que só podem enfeitar o que já é, do contrário, estão vazias... quebram... revelam algo oco e isso é feio - mentir, fingir...

E isso também demonstra que só as uso porque quero que isso que sou e sinto pareçam belos... pareçam interessantes para que você me escute... me leia... para que rastreie tantas coisas que confesso diretamente ao centro, para que ache a fonte... Porque tudo que realmente importa, já está sentido... já sou... E penso em você, que caminha ao meu lado... e a quem amo tanto... Você pode ver isso nos meus olhos, sem que eu despeje uma só palavra?... Você pode ler, sem palavras, tudo que quero de bom para ti, e toda minha saudade, e meu carinho por ti, apenas em cada gesto meu, algo pequeno, algo tímido e velado, você consegue sentir?...

Sozinha aqui penso em tantas coisas e vejo nuvens de um rosa brilhante e um violeta escuro, de bruma, cores que irão se desfazer, sem registro, que irão passar, sem deixar outro rastro que não seja sua efêmera visão em meus olhos insones...

Ah... a posteridade das palavras...

domingo, 16 de novembro de 2008

Onde posso descansar... É só o que quero...

Aqui escutando "While my guitar gently weeps" regravado pela banda Powderfinger, coleto meus pensamentos dos últimos meses... São demais, sabe, para colocar aqui, até mesmo aqui...

Minha vida tem sido a de um camaleão, constantemente mudando de ambientes e procurando adaptar-se. Mais que isso: sempre tentando atingir a perfeição. E como isso cansa... Não é fácil.

Mas, aí está o segredo, eu tenho parceiros de caminho. E por mais que eu ande por vales ou por montanhas, eu os levo. Aqui dentro. E quando a saudade aperta demais. Bem, eu sempre volto. E então é como um viajante que passou semanas no Saara, ser acolhido nas bençãos de um oásis, banhar-se, beber até saciar-se, ter seus pés untados de óleo perfumado, e ser vestido com roupas limpas por mãos carinhosas. Mais que isso: escutar aqueles risos que lhe enchem de alegria, aquelas vozes que falam fundo ao seu coração e onde ele sempre encontra o sentido de tudo.

É onde está a perfeição.

É uma perfeição assim, de um jeito bastante falho, mas é aquela que podemos reconhecer com todos os nossos falhos sentidos.

Ontem falei contigo.

Sinto ainda aquela ternura de lar.

É tudo que uma guerreira cansada poderia pedir.


Now playing: Staind - Believe
via FoxyTunes

domingo, 17 de agosto de 2008

Aqui vai (again)... Z me passou essa praga, de novo, com novas perguntas, (um alívio):

- Amaldiçoar 8 pessoas.
- Avisar aos amaldiçoados sobre a maldição.

1 - Qual a sua banda preferida? Quantos shows dela você já assistiu?
Detesto essa coisa de favoritos, porque geralmente tenho uma penca... Vai lá: Linkin Park, The Exies, Silver Chair, Fort Minor, Adema, Deftones, Pink Floyd, Red Hot Chilli Peppers, The Beatles... puta, uma caralhada... Depende o dia, a hora. Nunca fui a show de banda estrangeira.

2 - Quem é o seu autor favorito? Quantos livros dele você já leu?
Novamente. Vários. No Brasil tenho 2 preferidos: João Guimarães Rosa (3 livros) e Érico Veríssimo (tb lembro de 3 livros). Para literatura estrangeira: Shakespeare (eterno! hmmm acho que foram mais de 5), Jack London, Saramago, Ítalo Calvino, Stephen King (tb uns 4 livros, não sei mesmo), Marion Zimmer Bradley (mais de 6 com certeza), Umberto Eco (uns 5, contando ficção e ensaios sobre estética e literatura), Ernest Hemingway, Arthur Rimbaud (2 livros).

3 - Acredita em vida extraterrestre?
Acredito em se ocupar com o que temos aqui e parar de buscar desculpas para fugir às nossas responsabilidades... Nossa Gaia precisa de toda nossa atenção, não há porque gastar tanto dinheiro e esforço se temos nosso Planeta tão desconhecido e tão maravilhoso bem junto e muito necessitado de nosso empenho para restaurar o que nós lhe fizemos. É infantilice procurar fuga nas estrelas.

4 - Cerveja ou coca-cola?
Nenhum dos dois - suco ou sakê, vinho, espumante, etc. Se tiver mesmo que escolher: cerveja, bem gelada e bem forte - Bavaria, edição especial Confraria, adorei essa.

5 - Sexo ou amor?
... Ai que enjoado isso. Guardo amor, é a prioridade. Demorei a aprender, mas hoje não gasto mais meu tempo caçando, sei o que é realmente que fica, o que me faz falta. Não vivo sem as pessoas que amo, mas posso viver sem foda. Até porque existem muitos prazeres além da cama a dois... ^ ~

6 - Chão ou parede?
Na parede é uma delícia... oO#

7 - Som alto ou música ambiente?
Muito alto e muito intenso. Acho que por isso adoro ir a clubes com os amigos!

8 - Signo preferido (exceto o seu):
Câncer. Eu tenho uma terrível queda por pessoas deste signo... é paixão à primeira vista.

9 - Quantas pessoas já beijou?
Seria um número decepcionante. Digamos que menos das duas mãos cheias...

10 - Com quantas(o) namorou?
Se for a sério: 1 única, com quem vivi, tive um filho e me arrependi enormemente (não do filho, bagual!). Tive também dois "casos" depois de estar solteira de novo, mas não gosto de dizer "namoro". Não deram certo.

11 - E quantas(o) amou?
... Não só esses três... Amo muita gente e meu amor é um tanto exótico. Tem muito erotismo no meu amor, mesmo com amigos e familiares (exceto os de sangue próximo demais)... Também tive vários amores platônicos. Ainda tenho, hoje mesmo, no mínimo 3 amores platônicos fora minhas paixonites familiares...

12 - O que anda ouvindo?
Um monte de mp3s que a mana e o mano me passaram, mais The Exies e chegados, Nujabes (muito) e Fort Minor / Linkin Park.

13 - O que anda lendo?
Atualmente: "Chryst The Lord - Out of Egypt" da Anne Rice, edição pocket em inglês, recém comprada. É uma ficção sobre a vida de Cristo, sua infância. Também lendo vários gibis: Nana, Berserker, Hellsing, Bleach, Seton, One Piece, Stephen King's Dark Tower, Fábulas (Pixel). E tenho gostado do que leio em Piauí, National Geographic. Zupi - maravilhosa, sobre arte!

14 - O que anda comendo?
Comida congelada, porque volto tarde do trabalho. No almoço, em geral, comida vegetariana (na maioria) ou lanche rápido. Adoro quando me permito comer no Du'Attos em POA.

15 - O que anda assistindo?
As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy, Chowder. A Prova de Tudo, no Discovery. Filmes no HBO. Pânico, as vezes. Filmes redublados ma MTV. Adorava a série Em Terapia, mas terminou a temporada...

16 - O que anda fazendo?
Me estressando demais no trabalho. Pagando contas e mais contas. Escrevendo muito, experimentando estilos, efeitos, porque quero estar afiada para retomar meus projetos de livros.

17 - Ritmo, cor, fruta e bebida:
Ritmo: Intenso, vigoroso. Um bom rock, ou techno, ou hip-hop, ou jazz, ou ópera, ou sonata...
Cor: Negro, verde, vermelho.
Fruta: Amoras silvestres.
Bebida: Sakê de flores.

18 - Uma mulher, um homem e uma criança:
Minha mana. Meu mano. Meu filho.

19 - Lugar, época e saudade:
Lugar: Uma vila medieval, na Espanha, com direito a castelo. Uma floresta no Japão.
Época: O início do homem, quando ainda éramos um só com a Natureza, e ela era nosso Mundo. A honestidade e a simplicidade da Grécia Antiga. A fé e a honra do Homem Medieval. A rebeldia dos Românticos contra a Razão da Idade Moderna. O hoje, como lugar de luta e transformação, como um lugar de alternativas e oportunidades para uma mulher como eu, e de estrutura, para meu filho.
Saudade: Da minha infância, primos, brincadeiras, tanto verde e peraltices, sonhos, tantas coisas divididas e certezas, minha Vó cercada por suas filhas e netos nos Natais, nas Páscoas... Meus amados, cada vez que não os vejo. Minha gata siamesa.

20 - Com quantos anos você aprendeu a viver?
Acho que aprendemos continuamente. Dizer que já aprendeu a viver é dizer que está petrificado, que está morto de olhos abertos... Acho que aprendi sobre solidão e sofrimento com cerca de 4 anos. Sobre responsabilidade com 6 ou 7, cuidando meu mano. Sobre meu poder com palavras com uns 12 anos. Sobre decepção com amor com 15. Sobre os fogos da paixão aos 17. Sobre maternidade com 24. Sobre levar a sério os sonhos com 25. Sobre ter dignidade e exigir respeito aos 29. Sobre tocar minha vida como quero, só agora.

Amaldiçoados:
Hahaha, deixo que você mesmo escolha se quer essa maldição para você. Não esqueça de me avisar do seu questionário com um link no comentário.